
Liderança...
Cada dia que passo me cinto mais inseguro, mais frágil, infiel, até arrogante as vezes. tudo isso com certeza eu sou, mas tudo o que não sou é um líder...
Pelo menos não dos bons, Balk tem que ficar com a responsabilidade, ele me parece mais forte e conhece melhor as fraquezas e forças do grupo. E eu? O que sei?
É tanta coisa em tão pouco tempo que já nem sei se vale apena ficar? Quando mais precisei de uma luz e não tinha, quando mais presei de um amigo pelo qual ficar, tudo o que tive foi escuridão e medo.
Porém, mesmo que eu caminhe pelo vale da sombra, não temerei mal algum...
Eu temi, não por estar sozinho no escuro, com demônios em atmosfera tão pesada que quebra a própria luz, mas sim por não ter pelo que lutar.
Foi nesse exacto momento de angústia e desespero, que soube o que é um guerreiro de Deus, foi quando os quatro anjos de guerra, se posicionaram ao meu lado, de modo a ficar dois a minha direita e dois a minha esquerda, minha espada fora derrotada pela pressão, e dela tudo o que sobrara fora o cabo, mas não precisava mais de arma, por que aqueles anjos me deram tudo o que não tinha, e de repente não tive mais medo, por que mesmo que fossemos cortar a cabeça do próprio diabo, sabendo que era impossível, eu morreria por aqueles ao meu lado com orgulho e glória.
Mas não tendo por que seguir, dei a única ordem bem cumprida por uma boa falange.
- Vamos voltar, se não podermos encontra-lo será inútil.
E voltamos passo a passo, com uma derrota sem luta, e talvez a pior delas.
Dentro do globo de luz vi Bianca, voltando com um espírito guia a seu lado, sozinha e chorando, e na mesma hora me ocorreu de voltar com os verdadeiros soldados que tinha, e com a guia Bianca, a única que agora importava.
Mas se eu que consumi a vontade dos nobres com a derrota da retirada, como ousaria pedir a alguém que entrasse em seu pior pesadelo? e quando passei o portal de volta, realmente chorava e tremia, não de medo, esse eu deixei na escuridão, mas pela vergonha, de ver todos aqueles covardes, desprovidos de qualquer honra ou glória, tentando explicar o inexplicável por medo.
Sou recebido com um abraço, que me chega como o beijo de Judas, eu não posso culpa-la, na verdade a nenhum dos que não foram, mas isso não diminuía meu ódio e vergonha, de ser o líder de covardes.
Quando já tentando me reerguer para voltar o mais rápido possível,treinando dentro da sala de armas, me vem a visita de uma doce voz, que pra mim era tudo o que me restava de bom.
Como eu ousei esquece-la pela tagarelice de uns poucos tolos, se ela estivesse lá iria comigo até os confins da terra, descubro pela primeira vez que alguém talvez me queira realmente por perto, e me lembro que deixei alguém assim morrer, mas não irá acontecer dinovo, e não vou dessa vez se ela não for, e só quero ver quem será o homem ou deus a me contrariar, e esse verá o que é a ira dos anjos.