Vidas perdidas, todas sem um motivo justo, todas engolidas pela escuridão, e eu não sei o porque.
Senti o medo da morte na mente de uma criança, um medo tão palpável quanto o ar, você não vê mas sabe que está lá.
Eros, meu pequeno, não tenha medo, eu te protejo, preciso da sua coragem, preciso de sua fé.
O manto das trevas me tirou tudo, e só me deu suspeitas, Joana seria mesmo quem diz ser?
Haveria um traidor entre os da falange?
Fizera eu o certo em confiar em Bia?
A vontade que tenho é de arrancar com as próprias mãos a cabeça do traidor, mas minha alma não suportaria se igualar a tal maldição, farei o melhor, as lágrimas de outros serão as que não me permitirei derramar, alguém tem que ser forte quando os demais perdem a fé, e é por isso que estou onde estou, e não estarei em nenhum outro lugar antes de resolver isto.
Chore criança, lave seu coração, enquanto ainda tem um, vai descobrir que crescer entre anjos não é tarefa fácil, mas enquanto puder poupa-lo, o farei.
Agora descanse, e volte quando estiver melhor.

