"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum".Pois meus amigos estarão comigo, mas não pude fazer nada, quando mais precisavam de mim...
Os vi morrer, os deixei morrer...
Me atirei nos braços da morte, para que a culpa não me sufocasse, abri minhas asas e subi com a pedra, tão pesada quanto minha culpa.
Mergulhado no mal em névoa, descendo com o peso dos meus pecados, tentando salvar ou morrer tentando, aquela que seria a razão de tudo.
Entre mortos e feridos, não ficou nada de puro, mergulhado em meus pensamentos procurando uma forma de redenção, mas o tempo não volta e os que foram não disseram adeus em murmúrios de amor e saudade.
Se a voz da vida não se faz ser ouvida, a lâmina de minha alma será lavada no sangue dos ímpios, os que tem boca que falem e clamem a Deus por perdão, pois quando eu chegar, será sem misericórdia para com os maus e serei pior que o vale da sombra.
AMÉM!

